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by:Cruz.Orlando

MONILIOPHTORA PERNICIOSA. - (Moniliophtora perniciosa) é um fungo pertencentente à ordem Agaricales, conhecido anteriormente por Crinipellis perniciosa - VASSOURA DE BRUXA

Moniliophtora perniciosa é um fungo causador da vassoura-de-bruxa, doença que afecta os tecidos jovens dos cacaueiros, levando à sua perda de produtividade e dando origem a elevados prejuízos econômicos

Atualmente é a mais séria enfermidade do cacaueiro na microregião do cacau. Natural da Região Amazônica, essa doença ocorre atualmente em países da América do Sul e Ilhas do Caribe, sendo responsável por perdas da ordem de 40% na produção de cacau da Amazônia brasileira e em torno de 30% na Venezuela. Sob condições de umidade e calor favoráveis ao fungo, mais de 90% dos frutos podem ser atacados e destruídos.
Em nossa região (Sul da Bahia ) a sua presença foi constatada pela primeira vez em maio de 1989, numa plantação situada no município de Uruçuca. Nesta região a doença tem se espalhado muito rapidamente, tanto entre fazendas como na quantidade de plantas atacadas dentro de cada propriedade.

Os Sintomas:

Os esporos (sementes) do fungo penetram no tecido em crescimento do cacaueiro (ramos novos, almofadas e bilros), produzindo os sintomas que são observados tanto na copa como no tronco.
Nos lançamentos verifica-se a formação lateral de outros brotos, dando o aspecto característico de uma vassoura. Esses brotos apresentam-se mais grossos que os normais, com entrenós curtos e folhas geralmente grandes, curavadas ou retorcidas. Com dois a quatro meses, esas vassouras secam.

Nas almofadas florais formam-se cacho de flores anormais, com hastes grandes e inchadas, as quais daram origem a frutos com formato de morango que morrem prematuramente. Nessas almofadas também podem desenvolver-se vassouras vegetativas.

Os frutos podem ser infectados quando jovem (1 cm de comprimento), a partir da penetração de esporos que paralisam seu crescimento e produzem deformações que lhe dão a forma característica de cenoura. Nos frutos mais desenvolvidos ( 8 cm de comprimento), aparece uma mancha negra dura e irregular, ficando as amêndoas unidas entre si, portanto inaproveitáveis.


Controle
Realizar no mínimo 04 remoções por ano, tomando por base os picos de remoção das folhas do cacaueiro, fazendo a prática antes e depois dos lançamentos, ou seja, nos meses de fevereiro e maio (primeiro pico) e agosto e novembro (segundo pico). Cortar os galhos afetados 20 cm abaixo do ponto de infecção (vassoura) e remover as almofadas, retirando parte da casca.

Eliminação do Material Infectado
Picotar todo o material removido das plantas doentes, acelerando assim a sua decomposição evitando a esporulação (reprodução) do fungo. Em seguinda, empilhar e cobrir com folhas de vegetais, preferencialmente em áreas sombreadas. Sempre que possível, queimar esse material em clareiras dentro da plantação.
Recuperação de Áreas Altamente Infectadas
Em áreas com elevadas incidência de vassoura-de-bruxa (NI 3), cuja remoção das partes afetadas implicará em grande redução da copa e produção do cacaueiro, recomenda-se a aplicação de fertilizantes, inseticidas, roçagens, desbrotas e demais práticas recomendadas através do sistema de produção de cacau, amplamente divulgadas pelos extensionistas da CEPLAC na região. Essas recomendações visam a recuperação da plantação e ao aumento da produtividade, tornando a atividade economicamente rentável.