HISTÓRIA DO CACAU

Mitologia e Lenda

História:
A história do cacau tem sua origem envolta por mitologia e lenda. O Deus asteca “Quetzcoalt”, senhor da Lua prateada e dos ventos gelados, tal como prometeu, também ofertou aos homens um presente roubado do país dos deuses.
Querendo dar aos mortais algo que lhes enchesse de energia e prazer, Quetzcoalt foi aos campos luminosos do Reino dos Filhos do Sol para de lá furtar as sementes da árvore sagrada.
Desta forma fantástica, as sementes do cacaueiro teriam surgido na região dos Astecas e aí frutificado, dando origem à árvore.
Por estar ligado a religiosidade, essa árvore foi primeiramente cultivada por sacerdotes. Além do que, a bebida amarga e com poderes especiais extraída de suas favas, só podia ser tomada em taças de ouro.
Quando conqusitou o México (1519 - 1521), o comandante espanhol Fernando Cortez escreveu ao seu soberano, Carlos V, relatando que o imperador Montezuma não se servia mais do que uma vez na mesma taça de puro ouro. E confessa ter sido tomado de grande estranheza ao notar que, mais do que uma demonstração de riqueza, tal hábito relevava a imensa estima que a bebida escura merecia. Cortez relata ainda que bastaria uma taça daquele líquido para reconfortar um homem por todo um dia de caminhada, sem necessidade de qualquer outro alimento.

Do Cacau ao Chocolate

O termo chocolate vem do dialeto “nauatle”, usado na América Central pré-Colombiana. Porém no século XVIII, uma lenda já o relacionava a palavra grega "theobroma", que significa alimento dos deuses O autor teria sido um botânico sueco chamado Carlos Lennaeus, que conhecia muito bem a trajetória do chocolate através dos tempos e dos povos.

Foi o casamento de Luís XIII da França com Ana de Austria o fato marcante na difusão do chocolate no mundo - monges espanhóis ofereceram chocolates de presente aos noivos. A Corte francesa aderiu rapidamente a novidade que chegou para transformar os hábitos dos nobres de toda a Europa.
No início foi consumido segundo os costumes asteca, ou seja, as favas eram simplismente trituradas e amassadas. Mas logo descobriu-se que o mel e as especiarias combinavam bem com o chocolate, acelerando mais ainda sua aceitação.
Com o casamento da Maria Tereza filha de Felipe IV da Espanha, casou-se com Luís XIV, o chocolate saiu da cozinha dos conventos para entrar nos primórdios da industrialização.
Entretando , o grande marco da industrialização é 1778, quando o cacau denominado de Dádiva dos deuses, privilégio dos sacerdotes e da nobreza, chega ao homem comum.

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FONTES: GRAMACHO - Ivan da Costa P. & outros- Cultivo e Beneficiamento do Cacau-1992.
CEPLAC - Ministério da Agricultura e Reforma Agrária.